| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Telescópio Maranhense
Desde: 16/03/2014      Publicadas: 71      Atualização: 10/07/2017

Capa |  Brasil  |  Cultura  |  Esporte  |  Estado  |  Eventos & Datas  |  Grande Ilha  |  Ideias & Opiniões  |  Mundo  |  Negócios  |  Política


 Estado

  09/07/2017
  0 comentário(s)


Justificativas apresentadas pela Aneel para o aumento da tarifa de energia não são aceitas pelo governo do Maranhão

Se for aprovado novo reajuste na conta dos consumidores residenciais, o Maranhão pode se tornar líder no ranking nacional de maior tarifa de energia elétrica cobrada à população. O secretário de Indústria, comércio e Energia, Simplício Araújo (foto), em audiência pública, disse que aumento é abusivo

Justificativas apresentadas pela Aneel para o aumento da tarifa de energia não são aceitas pelo governo do Maranhão

A população do estado do Maranhão paga, atualmente, a segunda tarifa de energia elétrica mais cara em toda a Região Nordeste e a 16ª no Brasil, com um valor de R$ 0,496 o KWh. Contudo, nos próximos dias, o estado pode alcançar o primeiro lugar no ranking nacional caso o índice de reajuste de 19,05% na conta dos consumidores residenciais da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) venha a ser aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O governo do estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), acompanha os desdobramentos relacionados ao aumento da tarifa de energia elétrica proposto pela Aneel. A maior preocupação do governo é com o impacto que esse aumento acarretará para a população e negócios locais.

Na última quinta-feira (6), foi realizada uma audiência pública para se debater a 4ª Revisão Tarifária Periódica da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), que tem como proposta o reajuste 19,05% na conta dos consumidores residenciais (B1) e em 17,82% para as indústrias em todo o estado. Durante a audiência, presidida pelo diretor da Aneel, André Peptone da Nóbrega, os representantes da agência reguladora prestaram esclarecimentos à população quanto ao processo de revisão tarifária, prevista nos Contratos de Concessão, que, segundo a Agência, tem por objetivo manter o equilíbrio da concessão, com remuneração dos investimentos e a cobertura dos custos reconhecidos pela Agência.

Na ocasião, alguns dados apresentados pela Aneel foram questionados quanto a sua confiabilidade, bem como se haviam passado por auditoria. Outro ponto recorrente foi a qualidade do serviço oferecido pela concessionária de energia elétrica no estado, que, de acordo com os números apresentados, não alcança os patamares médios nacionais. Dados fornecidos pela Aneel foram confrontados com os apresentados pelo Ministério Público Federal e Estadual e por representantes de sindicatos. Dados do Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC) em relação à Cemar colocam a companhia em 45º lugar em qualidade dos serviços oferecidos.

O secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo, refutou a fala do representante da Aneel, quando este se referiu à “tentativa de implantar um clima de que a Agência estaria beneficiando a Cemar”. Segundo Simplício, a Aneel foi infeliz em colocar isso, pois a sociedade maranhense só tinha sido avisada da reunião anterior na véspera da sua realização o que, inclusive, motivou sua suspensão por meio de uma liminar da Justiça. Além disso, Simplício Araújo também deixou clara a insatisfação do governo com números que ainda não foram apresentados para justificar o aumento da tarifa, mas que já contribuem para definir o reajuste da Cemar em mais de 19%.

“A Aneel não deu a devida transparência nos dados e não soube justificar os motivos deste aumento. O governo não vai permitir que a população maranhense seja penalizada com um reajuste altíssimo diante de um cenário de crise econômica. O país está tentando se reestruturar, e aumentar a energia elétrica da população, sem nada que justifique isso, é inaceitável”, afirmou o secretário.

Simplício Araújo afirmou, durante a audiência, que o aumento nas tarifas de energia é abusivo, destacando ainda que o comércio e a indústria também serão penalizados e isso gera um efeito cascata. “A partir do momento que você eleva o valor da energia elétrica, as empresas repassarão esse aumento ao consumidor. É uma questão lógica. O momento não é de desemprego. O momento é de retomada da economia e essa retomada se dá com emprego e renda, sem reajustes desnecessários e sem fundamento.”

A Aneel apresentou a agenda com as datas das atividades decorrentes da audiência. Até o dia 14 de julho, serão recebidas as contribuições dos participantes da reunião realizada no último dia 6. No dia 22 de julho, o Colegiado da Aneel se reunirá e, no dia 28, será a apreciação das novas tarifas. Se aprovado o aumento de 19,05% na conta dos consumidores residenciais, já passará a valer a partir de 28 de agosto deste ano.

  Autor:   Da redação





Capa |  Brasil  |  Cultura  |  Esporte  |  Estado  |  Eventos & Datas  |  Grande Ilha  |  Ideias & Opiniões  |  Mundo  |  Negócios  |  Política
Busca em

  
71 Notícias